A grande casa

Em uma das poucas veZes que o Aqnea resolveu ir ao quintal (não via mais graça num quintal para nenhum neto ou crianças), encontrou este pequeno perdido que embora perdido insistia que estava apenas “temporiariamente deslocado de local certo e conhecido” que bem, sao palavras grandes pra um pequeno. Mas os livros que O pequeno gostava não eram… Miudos. E as pessoas que conversavam com ele nem sempre eram… Como ele. Aprendeu a falar mais do que o tamalho lhe apresentava. Quem sabe foi por isso que o dono da casa gostou dele. De cara. Pode ser também por que nao tinha netos meninos, ou por que seus filhos sempre destilaram o sentimento de “nao levar ele a sério” na propria familia. Fato é, que o pequeno ficou querido pelo Avqnea sem ter feito nada (coisa que sempre o preocupou). Como alguem sem ter feito nada pode despertar afeição? Pois em um verão inteiro, a cerca ficou aberta. Era por onde o pequeno entrava e ia conversar com o senhor legal que morava ali perto, brincava com o Jardim Jr as vezes. Pequeno gostava muito do quintal. Mas as ferias acabaram e no verão seguinte recebeu sua familia recebeu uma carta em que o pequeno tinha uma parte de uma herança. Do senhor assustador da rua de baixo.

Pela primeira vez na vida pequeno entrou na casa pela porta da frente. Era a mansao do terror. Pontas anguladas, cor estranha… Pequeno só se acalmou quando viu a familia Jardim. E só descobriu que invadia a a mansao pelos fundos depois de muito conversar.

Conheceu as pessoas, Sr Senhorio, Sr Copeira e ajudante… “Me chame de tio” Eustáquio, ou Sr Eustáquio e sua jaqueta verde. As três irmas cujos pais eram ocupados demais para estar ali.

A leitura da herança seria em uma semana, mas os herdeiros estava livres pra passar a semana na mansão. Até para saberem melhor sobre o que herdaram. 

Ficaram na mansão os parentes que eram parentes e pequeno passaria os dias ali. 

Num dia escuro como a noite (o dia seguinte) pequeno andava pela casa quando viu Lavinia envolta em fumaça recirando coisas sem tocá-las. Gritava “onde estão? Onde estao elas? O velho nao pode ter escondido tao bem assim” quando foi visto pelo canto do olho. Sem hesitar Lavinia mexeu um braço e pequeno se viu ficando transparente aos poucos até sumir. Foi reaparecer na escadaria do quintal para a casa. Aos poucos ele foi aparecendo mas antes de ficar totalmente solido ele viu uma sombra assustadora a flutuar a uma certa distancia. Assustador com certeza, mas pra surpresa do pequeno, Jardim Jr o viu aparecer com a menor das empolgaçoes. Questionado JJr lhe explicou que o dono da casa era magico os funcionarios nao acreditavam mas que ele sabia. Jr lhe explucou sobre as irmas. Como ele ja morava ma casa, sabia que a irmã que parece má, pode confiar. Da boazinha é que precisava ter medo. Ao entrarem na casa para bisbilhotar, em nelossimo exemplar de rato os olhou e desapareceu pela escada. Pequeno ficou horrorizado mas Jr lhe contou a historia. Aquele rato era bem mais que outros ratos. Estava na casa amuitos anos, antes de qualquer funcionário aparecer. Disse o dono que não era pra incomoda-lo. Um dia eu o vi conversando com o rato. 

Se vocé notar, não vai ver rastro dele, apenas uma marca de pata,  que ele deixa pra avisar que passou por ali. 

Pequeno foi tentar mais uma vez bisbilhotar Lavinia,

Só que desta vez ele não teve tempo de ver nada, ao chegar perto foi transformado em um rato. “Se pretendia bisbilhotar, agora terá que se contentar a ser uma praga”. Pequeno, agora menor do que antes fugiu dos pisoes de Lavinia pelas escadarias, pra quase ser acertado por uma faca jogada pelo senhor Jaqueta Verde. Com alguns pêlos a menos e com semblante levemente esbranquiçado… Pra um rato, o Pequeno rato se refugiou em um buraco na parede pra se encontrar com o Distinto rato. Rato por rato, pequeno entendia o que o roedor falava, sendo um rato como outro. O Distinto rato estava na casa a gerações. Magos passaram pela casa e tanto mestres como aprendizes já foram seus amigos. Ele nao sabia explicar, só que uma noite era um rato comum e outro dia era como se tivesse aberto os olhos. Ele supos qur tomou alguma poçao certa por engano ou esbarrou em algum objeto encantado. O certo é que ele sabia que Lavinia nao queria nada de bom. E pra manter a casa, Pequeno precisaria da ajuda de quem pudesse, de mágica e principalmente precisaria voltar a ser gente. Ja não bastava os ratos terem pessimas maneiras, nao seria bom um rato com maneiras  de humano. Distinto sabia como andar pela casa e não ser visto quando precisava. Estava observando A bela irmã má quando ela fez o feitiço enratizador, mas distinto conseguiu misturar um pouco disto e daquilo pra Pequeno voltar a ser relativamente grande. Nada atrapalha um feitiço como saber fazê-lo e ver como foi feito. Bastava um humano capaz de desfazer o feitiço.

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