Computadores III

Vc pode ler sobre minhas aventuras computadorísticas aqui e aqui.

Continuando.

Entrei na faculdade de jornalismo e uma das coisas que aprendi é que teríamos DUAS salas de computação, sendo uma sala só pra Comunicação Social! Só que éramos a primeira turma da UNIDERP, acabamos sendo cobaias…

COBAIAS UNÌII-VOS!

Eram 2 salas, com coisa de 30 máquinas e nem tinha rede. Colocaram pessoas super legais pra serem monitores, mas eles não tinham a energia e disposição pra fuçar como eu e meu amigo Eliézer (nós dois deslumbrados com as novidades do Windows 97).

Instalávamos de tudo, removíamos de tudo… Como não tinham internet naquela sala, trazíamos bagulhos via disquete ou ZIP drive ou comprávamos revistas com cd e fazíamos nosso pior. Lembro que quase éramos odiados pelos monitores, mas barganhávamos paz trazendo jogos (eu passei um disquete com os melhores jogos de Atari pra uma monitora, que criou história). Fora as vezes que nossos monitores vinham perguntar como fazer pra não deixar rastros nas máquinas como nós fazíamos hahaha. Bons tempos. Ali foi o período que mais pude experimentar com software.

Lembro de criar uma rotina batch(.bat) no DOS pra fazer um labirinto de perguntas. Se você respondesse “sim”, o programinha te zuava, se respondia “não”, te xingava e tudo te mandava pra outra pergunta. Se você fosse ingênuo não conseguia sair, e tinha várias pessoas ingênuas na universidade hahaha. E pra sair era só apertar ESC ou ALT+TAB.

Também foi o período em que meus professores mais aceitavam trabalhos digitados, era lindo!

Lembro de matar todas as aulas sábado as 7 da madrugada, no primeiro semestre. E cada aula você fazia uma página de um “diário” que era a prova da matéria. Uma aula o professor falava de McLuhan e vc tinha que falar da Noiva Mecânica e assim vai.

Na véspera de entregar o trabalho eu fui de computador  em computador nas salas de informática copiando os trabalhos de meus colegas e compilando em um super diário. Ao tentar entregar, a surpresa: tinha perdido o horário por 5 minutos hahahah. O professor não aceitou e eu achei justo, a maneira que eu fiz o diário foi injusta com todo mundo, seria pior entregar. Em compensação de tanto resumir textos dos outros eu fiquei expert da matéria*.

Após tanto fuçar na máquina dos outros, eu finalmente consegui a máquina própria, daí minha natureza obcessiva fez o resto: horas e horas navegando até o osso dos sites, fóruns…

Surgiu um programa chamado Napster que permitia compartilhar músicas e a indústria musical nunca mais foi a mesma (e até hoje tenho músicas que consegui via Napster). De tanto lidar com computadores acabei aprendendo a entender inglês. Daí comecei a ler livros e quadrinhos pelo computador. Depois vídeos.  Programas de compartilhamento.

Fiz cursos de informática para concursos e aprendi um pouco sobre logarítimos e linguagem de programação (mas sou muito fraco nisso admito. Mas não ignorante).

Conforme os computadores invadiam o mercado de trabalho, minha loja precisou se informatizar, logo eu aprendi a configurar redes só de fuçar. Só por diversão aprendi a mexer com websites (não muito).

Logo logo minha vida se tornaria dependente da máquina.

* = Na prova final da matéria eu precisava de 11 e 1/2 pra passar, e minha turma resolveu fazer um vídeo. Como sempre fui o zuado, fui o personagem principal. O tema era mais ou menos “Um cara perdido no mundo da Comunicação”. Filmamos muito pelo interior, andamos muito… mas no dia não tinha nada pronto. Eliézer editou tudo (colando as passagens com cenas do filme do Spawn) e na pressa, criamos um efeito psicodélico ao vivo com uma filmadora acoplada a um projetor, e eu resolvi do nada fazer um monólogo sobre comunicação. Nunca escrevi nada daquilo, e também não lembro de nada do que disse. Mas tiramos 10 (ainda precisei fazer prova substitutiva hahah). Devo ter parecido um louco, mas foi válido hahah

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