Journey to the Far Side of The Sun (Doppelgänger) – Filme Review

Assim como tenho visto/lido sobre viagens no tempo, a um tempo maior tenho visto filmes sobre doppelganger. Pra quem não sabe (e não entende o universo HIMYM) Doppelganger é uma cópia. Digamos que vc tenha uma cópia identica em algum lugar no mundo.

Filmes sobre isso normalmente se envolvem em problemas de que a cópia é vilã ou entao se a pessoa está louca ou não. Mas não o Jornada ao outro lado do sol, nosso filme de tópico.

Jornada… é um filme de 1969 de 101 minutos, um esforço conjunto da Europa e EUA para fazer um bom filme de ficção (pelo mesmo criador dos Thunderbolts, Capitão Escarlate… lembra? Marionetes pô! Tb não lembro).

No ano anterior ao lançamento do Jornada” foram lançados 2001 – Uma Odisséia no Espaço e Planeta dos Macacos. Não sei o segundo, mas 2001 foi feito de uma maneira que qualquer outro filme precisaria ralar muito pra demonstar o espaço de maneira “real”. Pra você ter uma idéia, Stanley Kubrick (diretor de 2001) é tão maluco que fez questão que o material feito pro filme pudesse ser usado NO ESPAÇO. Claro que o filme não foi realmente filmado no espaço. Depois dizem que o cara é louco (eu creio tb).

A ideía básica do filme é que no futuro distante de 2069 uma sonda espacial descobre que existe um planeta em sincronia com a terra. Isso mesmo, do exacto oposto lado do sol, em sincronia com terra, um outro planeta. Mto boa a premissa né? As superpotências do nosso futuro planeta fazem uma disputa pra ver quem iria explorar o tal planeta, mas conseguem enviar uma nave (Phoenix) para lá.

A viagem que era para durar 6 meses ida e volta, termina em 3 meses, quando a nave cai de volta na terra. Com um tripulante em estado grave o outro acaba sendo duramente interrogado pelos chefes, pelo motivo da missão ter sido um fracasso.

Essa é a idéia básica do filme. Se não quiser ler spoilers, pare aqui.

Pois então, na verdade o planeta inverso da terra está tão em sincronicidade que até as coisas são iguais. Assim como a terra enviou uma nave para a “contraterra”, a contraterra enviou uma nave à NOSSA terra. Por isso o problema quanto a missão: ela caiu é verdade, mas não falhou.

Como tudo é igual (esposa, chefes, comidas) o mocinho meio que demora perceber a diferença (até a gente, na verdade). So que pequenos detalhes vão entregando (casa arrumada diferente, dirigir do lado errado da rua). Até que ele percebe que tudo está escrito do lado INVERSO. Tipo Inverso seria “Osrevni” e etc. Agora, decidido a voltar pra nossa terra, o mocinho consegue ajuda do outro planeta pra voltar, mas todos preocupados quanto a ele dirigir uma nave em que tudo tá escrito errado e outros pequenos detalhes, já que dirigia porcaria de uma nave espacial não deve ser fácil.

O outro astronauta morreu, falando nisso.

A missão vai bem até a nave Dove (renomeada Doppelganger como piada pelo mocinho) tem problemas ao acoplar ao módulo Phoenix que levaria o herói pra casa. Pelo jeito a corrente alternada do outro planeta era igual o da terra e não invertido como pensavam. A nave do mocinho fica sem resposta e o controle da missão liga o retorno automático dela. Só que quando era pra ele guiar, a nave fica sem resposta, voando em direção ao centro de controle. A nave bate no controle da missão e em uma outra nave que destrói praticamente tudo, apagando toda documentação que provava a existência do herói.

O único sobrevivente é o chefe, mostrado no final do filme mentalmente debilitado, que se mata ao se jogar em um espelho.

Bem. Fim dos spoilers (tecnicamente dizendo)

São dois lados esse filme (como bom doppelganger).

O setor técnico de miniaturas, naves, carros é deslumbrante. Eu vi coisas nesse filme que me deixaram intrigados HOJE e pense bem que temos efeitos computadorizados atualmente. A nave, a decolagem e tudo relativo a isso foram lindamente executados. Parabéns aos produtores.

O outro lado, todo o resto é BEM marroumenos. Os atores, as intrigas… nada convence. Não tem conflito quase, o mocinho está no planeta errado, o planeta fala “ok, vamos mandar vc de volta”. Sim, é a coisa sã a se fazer. Mas tudo ser resolvido tão certinho dá meio que raiva.

A contraterra é muito mal explorada. Só sabemos que é a outra terra por que uns perfumes e revistas são escritas ao contrário. Não é mostrado o dia a dia (tudo bem que é futuro, mas véi, mostra o povo usando garfos com outra mão, o vermelho de “pare” como se fosse verde de “ande”… povo fazendo comendo só carne durante a quaresma, sei la).

Tem umas intrigas de espionagem no começo que não dão em nada. Tem uns problemas de relacionamento do mocinho que não dão em nada (ele dá um abraço em uma outra gatinha da contraterra e só). O chefe que é beeem suspeito, não faz lá grande problemas. Então complica.

Como indicar um filme em que os efeitos são melhroes que a trama.

Pensando bem, se temos os filmes do Michal Bay (Transformers, Pearl Harbor), podemos ver esse sem problemas. Só não espere ação e fique delirado com miniaturas.

A melhor maneira de descrever (pra quem é dos anos 80) é que as cenas de nave lembram os momentos dos seriados japoneses que aparecem as naves super legais e fodas dos mocinhos.

Nota 10. E nota 0 tb. Média 5.

Coisa que o Criança pérpétua diz mas ninguém acredita:

O filme faz mó suspense quanto a missão ter falhado (e vc QUASE acredita) e que tá tudo certo quando DE REPENTE VC DESCOBRE QUE O CARA ESTÀ NA OUTRA TERRA!!!

Santo Shyamalan de um truque só, Batman!

Só que se você viu esse filme no lançamento você viu o cartaz no cinema. E tá véio heim? Curtiu o meu blog vôzão?

Ok, voltando: A merda da porra do PÔSTER DO CINEMA entregava o “Twist” da história.Acredite ou não, no pôster fala “Conheça sua cópia no planeta idêntico à terra. AO OLHAR NOS OLHOS DELE!”

È com se no cartaz de Sexto Sentido tivesse a descrição “Acompanhe as aventuras do morto que acompanha o menino vidente” (Acho que em Portugal era assim).

Então pra que do suspense? Pra nada aparentemente.

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