The Phantom of the Opera (1925) – Filme Review

Bem, pra começar tenho que entregar, vi isso:

Por causa disto:

E tive várias reações diferentes quanto ao filme. Vamos a ele:

O Fantasma da òpera é um filme MUDO, de 1925, adaptado do livro de mesmo nome, do autor Gaston Leroux. O personagem título é interpretado por Lon Chaney, conhecido como “O homem das mil faces” e por dar vida ao Fantasma da Ópera e ao Wolf Man (Lobisomem clássico). Um conhecido autor disse o seguinte sobre Lon:

“- Ele era alguém que atuava externalizando nossa psique.  Ele de alguma maneira entrava nas nossas sombras internas; Era capaz de encontrar nossos medos secretos e coloca-los nas telas” Que autor? Ray Bradbury . DE NOVO.

Pois vamos a história:

Sob a òpera de Paris vive um fantasma, aterrorizando as pessoas do espetáculo. Uma cantora cai em suas graças e ele força as pessoas a transformá-la em atriz principal. Uma vez estrela, a cantora decide que o teatro é a vida dela e abandona o noivo. Enfeitiçada pela bela voz que se diz mestre dela, ela é levada pelo misterioso dono da voz até as catacumbas (5 andares abaixo de Paris) onde ela descobre que o tal mestre é o Fantasma da Ópera. Parabéns pateta.

Ele dorme em um caixão, tem passagens secretas pra todo canto e criou uma òpera pra ela “Don Juan Triunfante”. A cantora deve ficar aprisionada com ele até que ela não veja o fantasma e sim Erik (o nome real do Fantasma). A única regra é “Não toque na máscara” já que o fantasma usa uma beeeem fea (no sentido de que qualquer criança com gesso e plástico faz melhor). Praticamente no mesmo instante a cantora vai e arranca a máscara, revelando que Erik é FEOPRAKCT! Agora o fantasma a prenderia com ele para sempre. “Concordando” com o fantasma ela decide ficar por ali, mas pede para que se apresente pelo menos uma vez na opera, no que Erik autoriza, contanto que ela não entre em contato com o Ex-Noivo. NA SEQUENCIA ela entra em contato com o ex-noivo e tentam bolar um plano pra escapar do fantasma (que ouve tudo). Durante a apresentação o Fantsma leva a cantora, frustrando os planos do noivo de fugir no fim da espetáculo.

Com a ajuda de um cara misterioso (diz que era agente do governo) o noivo e tal agente, invadem o covil do Fantasma pelo caminho errado, ficando presos em sequencia. O fantasma faz a mocinha escolher entre o noivo viver e ela ficar com Erik ou ela escapar e o noivo morrer (ela escolhe deixar o Noivo viver). Como o Fantasma tinha matado um outro cara, uma TURBA de revoltados também invade o local e atacam o fantasma que foge com a mocinha, na carruagem do ex noivo. A mocinha pula da carruagem (que quebra), o fantasma resolve fugir a pé e é pego na beira do rio, onde toma bordoadas e a plebe joga ele nas águas geladas. Sobem os créditos.

O que falar do filme? Primeiro eu esperava um Fantasma mais humano, apesar dele aparentemente ser mestre em “artes negras”. Os primeiros 20 minutos do filme parecem horas. Depois que você acostuma a ler o que falam na tela (com fundo preto) melhora. O trabalho musical é foda, até por que nem tinha som na época, imagino como devia ser. Não podemos falar que é preto e branco por que, véi, muda de cor um bilhão de vezes! As vezes amarelo, rosa… psicodélico no mínimo.

Mais pra frente eu comecei a torcer pelo vilão. Ele deixava bem claro suas ordens, a dama era meio babaca mesmo, o noivo um playboy… Mas daí as “artes negras” do Fantasma equivaliam a usar um cano como snorkel. Sério. Ele era mais humano do que eu imaginava.

Tem coisas como o “nó do esganador” que devia ser fodão no livro/peça. Mas no filme foi bem fuleiro.

Os cenários são grandiosos, a cena em que ele vira um fantasma submarino e quando esvaziam a água do local tb é mto foda. Mal posso imaginar como fizeram. Parabéns aos cineastas. A cena em que ele chega como A Morte Vermelha no carnaval da òpera é MUITO foda, daí ele vai escutar o plano dos mocinhos e fica lá na estátua. Mto legal.

Uma coisa impressionante foi a caracterização de Lon. Quando com máscara ele é só um zuado, fmz. Quando tiram a máscara ele fica monstruoso (parabéns ao maquiador e aos iluminadores). Pra um filme quase 3x mais velho que eu, é bastante mérito.

Só achei que pra alguém tão perigoso, o Fantasma nada mais era que um esquematizador, não um cara muito ativo. Matou 2 pessoas no filme, um off screen e outro afogado. Com certeza ele fazia altas chantagens, mas botava um terror psicológico. Tanto é que morreu facim facim com bordoadas. Não aconselho a ver se não tem paciência, mas eu achei bom pro que se propôs. Mais um filme que risquei da lista de “Tenho que ver”.

Nota 6.

Cá está o filme inteiro. Veja se quiser.

Coisa que só o CriançaPerpétua propaga:

Lon Chaney manteve a tradição iniciada no filme anterior (O Corcunda de Notre Dame): Ele mesmo fez a sua horripilante maquiagem nesse filme também. Essa mesma maquiagem fez pessoas desmaiarem nas salas de exibição.

Ao mostrar a um colega do elenco pela primeira vez (sem avisá-lo), Chaney quase fez o cara desmaiar. Ao ser questionado por que desse susto Chaney disse rindo “-Não é nada, tudo o que eu queria saber você já respondeu”.

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