Tetris e a vida – Pra Iphone

Capa do Jogo Tetris pra Nintendinho

“QUE DIACHOS ESSE IDIOTA VC PODE FALAR QUE ACRESCENTE AO MEU CONHECIMENTO DE TETRIS?” É o que vc pode pensar. Saiba que tem muito mais do que vc imagina.

O jogo Tetris, do russo Тетрис, foi criado na União Sovietica em 1984 por Alexey Pajitnov. O jogo tem esse nome por que é a fusão da palavra “Tetra” (de “4”,  afinal todas as peças do jogo tem 4 pedaços) com a palavra Tennis.

Versões do jogo existem em quase tudo que é eletrônico, incluindo Osciloscópios. Em 1989 ele foi lançado pro novíssimo console portátil Gameboy, o que tornou o jogo um dos mais populares do planeta. Na lista de top 100 jogos de todos os tempos do IGN, ele só perdeu pra Super Mario!

Então por que ninguém tem camisetas com a cara de Alexey Pajitnov com boina tipo Che? Por que na União Soviética, os direitos autorais recebem vc! Somente em 2004 (VINTE ANOS DEPOIS!) Alexey conseguiu receber algo por Tetris.  Em 1988 a União Soviética começou um processo de pagamento a Alexey, mas a União acabou antes dele realmente receber algo.

Tudo lindo tudo legal, e daí? E daí que tem esse mardito jogo pra Iphone. Ele custa coisa de U$2,99, mas tenho certeza que paguei metade disso (promoções Apple da vida).

O que acontece, eu sou um gamer casual atualmente. Meu tempo de jogar Marvel Super Heroes, ou Marvel X Capcom se foi. Já joguei Starcraft tempo demais, ou Freelancer. Eu jogava Lumines 1 pra PSP MUITO, mas enjoei. A um tempo tenho sentido falta de um jogo para me distrair e até consegui Left 4 Dead, mas não tem a portabilidade que meu iphone me oferece.

Pois quando estou precisando refletir, eu puxo o jogo do bolso e lá se vão 20 minutos. Aliás, lembro muito bem do primeiro jogo de Tetris que eu tive (não o que joguei, claro). Eu e meu irmão Donato iríamos para Curitiba visitar nossa irmã e eu resolvi comprar um jogo desses de camelô para distrair (viagem demorada de ônibus e na época nem sonhava em ter PSP). Era um desses 1000 jogos em um, mas só variações de tetris, carrinho, tanque… todos de quadradinhos.

Lembro que a velocidade aumentava lentamente então eu passava quase 1 hora jogando sem “morrer”. E como bom old gamer com um jogo só passava o aparelho pro meu irmão quando perdia. Meu irmão durava uns 10 minutos. Foi daí que ele pegou raiva de Tetris acho hahaha.

Ultimamente tenho pensado muito, mas o que distrai minha mente pra pensar mais claramente é justamente focar no jogo. Acho que ele me dá uma interação que os livros não dão. Adoro ler, sem dúvida, mas eu preciso focar a mente no que está escrito. Outro dia enquanto lia By His Bootstraps eu simplesmente esqueci como ler inglês e fiquei uns bons minutos lendo e não entendendo nada. Com o jogo não. Como tudo na vida, ele pode se finito no próximo instante.

E quanto mais eu jogo, mais eu entendo sobre mim mesmo. Decisões que se mal pensadas trariam desastre, com o foco em encaixar peças, se iniciam melhor. Claro que não vou decidir minha vida jogando Tetris, mas a semente das idéias vêm justamente quando não estou tão preocupado com soluções.

Tenho pensado e consequentemente jogado muito. Tenho repensado o que quero, por que quero e onde estou. Entendo um pouco mais de mim e sinto que devo agradecer a portabilidade de Tetris, ao criador do jogo e até a mardita Apple Store por me dar essa chance. Cada pessoa tem um lugar/situação especial que ajuda a pensar. Tenho descoberto novos lugares, inclusive dentro do meu bolso.

Hoje entendo bem mais sobre como estou e como eu vim parar aqui. Ver minhas decisões erradas de maneira diferente e vejo decisões das outras pessoas mais claramente. Acho que reler o que eu escrevo pra mim, me ajuda a entender-me.

Uma coisa que eu pensei (devo ter lido em algum lugar  e esqueci até jogar Tetris), me fez a diferença: Como eu daria conselhos a uma pessoa na mesma situação que a minha, mas que não fosse eu. Somos mto bons em dar conselhos, mas ruins em escolhas.

Pois despersonalizar seus problemas e entender que nem tudo de mal que acontece com você é realmente um ataque contra sua pessoa, ajuda e muito. È como ficar bravo com o escorpião por ele ferroar, como se indignar pelo mar ter ondas. Somos maiores do que nossas reações as coisas.

Coisas como medo de abandono, sobre tudo falar sobre “amor” sem realmente saber o que é, idade, maturidade e distância são coisas pequenas. Coisas grandes são como nós entendemos e reagimos. E maiores somos nós pra decidir.

Tetris + Cerebro. Valeu.

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