Rios – 7o. Episódio Human Planet – Review

O penúltimo episódio da série Human Planet, que estou resenhando.

Como eu disse, acho que o melhor que sobra será o último mesmo. Este foi meio esquecível mas não é de longe o pior (nem melhor)

48 minutos de belíssimas imagens mais 10 de por trás das câmeras.

Os rios são bem mais interessantes do que eu imaginava.

Começamos no Mecong entre o Cambórja e o Laos, no mês das monções.  Um pescador pra alimentar sua família de 7 (caraio) precisa pescar com sua rede nas partes mais perigosas, já que na beira a chance de pegar algo é mínima. Para chegar no seu melhor ponto de pesca, ele atravessa um cabo suspenso que ele fez durante os meses de seca. As águas são mais que o dobro das cataratas do niágara e ele passa caminhando por um fio, segurando no acima. Bem foda. Pior mesmo é que ele tem que pescar pouco, por que senão fica ruim pra carregar e ele pode cair na volta.

E nos limites do Tibeb, no meio do himalaia, a molecada tem que usar um rio congelado como caminho pra escola… 100 quilômetros. “O lençol de gelo” é o apelido do rio, e é uma viagem de 6 dias sobre gelo, com perigo de desmoronamentos, avalanches e temperaturas abaixo de 0.  O pai leva os dois filhos e precisa saber ler o caminho, ou ele cai ou os filhos.  Sem dúvida a pior ida a escola, do mundo. A cena dele passando sobre vão e o gelo estalando com o peso e ele ajudando os filhos a passar, assusta. E depois o pai volta sozinho…

Na capital do Canadá, Ottawa, um rio no meio da cidade congela e pode inundar tudo. No final de fevereiro um grupo de trabalhadores chamados “IceDam Busters” cortam gelo e depois usam explosivos pra diminuir em pedaços menores para passar por uma ponte. È assustador quão perto ficam das explosões. Sò vendo mesmo, muito legal.

Em Bangladesh, o Ganges muda de curso e detona as margens, mostra pessoas rapidamente precisam DESFAZER as casas pra que o terreno não desmorone. Um mês atrás o rio ficava a 100 metros. E a turma tem minutos pra demonstar antes que o rio desbarranque a casa. A quantidade de terra que cai impressiona.

Já no Amazonas, uma mulher criou um plano para ter alimentos durante a cheia. Ela mora no rio negro e em novembro, na seca ela tem peixes o bastante pra alimentar botos! Mas nessa época ela sai coletando ovos de tartarugas, pra criá-las. Baldes e bacias de bebês tartarugas são depois jogados nas águas. Durante a cheia ela caça as tartarugas. O rio sobe 7 metros e a vila fica debaixo dágua. Veja essa parte. Dá meio uma dó de ver uma tartarugas sendo comida, mas é a vida… Pelo que entendi, o fato da mulher pegar os ovos, garante que tenha mais tartarugas selvagens.

Na áfrica, é perigoso pescar (por culpa de elefantes, crocodilos e hipopótamos, 3 dos animais mais perigosos da terra). Enão os caras pescam na beira da Cascata Vitória uma das maiores do mundo. E o local é passado de gerações. Imagens lindas novamente.

E no norte do Quênia, um pastor de camelos precisa andar grandes distâncias para garantir água pros animais. E como conseguir quando o rio está praticamente seco? Complicado? Muito. Ele acabam usando elefantes pra “caçar” água. Os elefantes acham o lugar onde cavar no leito do rio seco á noite e de dia o cara acha o lugar (usando as fezes como trilha) e cavam. A simbiose entre os bichos é foda. Depois, do pequeno poço da casa dele, ele tira água e deixa pros elefantes tomarem, como maneira de equilibrar as coisas.

A 400 kms, em Mali, o pedreiro chefe de uma cidade sofre pra manter a mesquita inteira. A cidade é praticamente feita toda de barro ro rio. Essa mesquita é a maior e mais antiga estrutura de barro do mundo, e o cara precisa fazer uma nova camada protetora pra antes da época das chuvas. O barro não seca direito pra camada de proteção e ele acaba fazendo em cima da hora. A cidade inteira vai cobrir a estrutura de barro, na esperança que as preces a allah sejam atendidas. Pra variar, imagens impressionantes.

Já na Índia, em Megalaia, possivelmente o lugar mais úmido da terra, durante a relativa seca um homem passa o conhecimento a sua filha: como fazer pontes vivas. Pontes feitas de árvores que no período da chuva garantem passagem. Mas são árvores com raizes enroladas, e não são só uma ou outra ponte, existem várias, com idades variadas. Algumas até com dois andares.

No por trás das câmeras, o cara que precisa atravessar o cabo pra pescar pra família.

Esse episódio é inteiro com imagens impressionantes, nem compensa falar o melhor e pior, por que já está no texto… O por trás das câmeras é legal, mas uma coisa dá certeza: Ou os caras escolhem só os segmentos que deram problema OU todos dão problema. Mas depois de ver o trabalho pronto, a gente não tem idéia da  estrutura que foi necessária pras filmagens e como foi foda.

E é tão bonito e assustador o dente de um hipopótamo que aparece por uns 3 segundos…

Agora é esperar pelo último…

  • Episódio 8 – 03 Março de 2011: Cidades.
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