Crime Fighters – Máquinas Caça-Níquel – Review

Seguindo com uma das minhas seções favoritas (Máquinas de fliperama Caça Níquel) chega à máquina mais fdp que eu me lembro: Crime Fighters.

Você pode se lembrar por que ela é a máquina que originou Vendetta, que já comentei.

Mas Crime Fighters

Cara, adorava esses cartazes dos anos 80: todo punk é vilão!

Máquina padrão, podendo jogar com até 4 caras simultâneamente. Falando francamente, era uma cópia de Double Dragon (Que também resenhei). Os movimentos eram MUITO parecidos, mas não os efeitos sonoros.

Eram o diferencial:

  • A qualidade gráfica era bem menor o que creio que dava a possibilidade de cenários maiores
  • As cores eram variadas mas embaçadas
  • 4 jogadores simultâneos (ao contrário do DD que possibilidata apenas 2)
  • O humor
  • A violência

Bem, quão violento um jogo pode ser mais? Esse foi um dos pioneiros a possibilitar bater nos inimigos caídos (copiado em Vendetta, a continuação).

Aliás, não só era possível como encorajado! Por que na boa, os inimigos eram durões e se você bobeasse, era cercado e apanhava muito. Então o ideal era separar um do grupo e descer o sarrafo quando ele estivesse no chão. Os controles eram meio engessados e dois botões: soco e chute. Os dois juntos dão uma voadora difícil de funcionar.  O ideal mesmo era você apertar o botão de soco como louco até o cara cair, por que o chute era mais lento, daí apertar o de chute pra rufar o inimigo caído.

Outra coisa comum no jogo é o humor. Na primeira fase, se você anda num lugar errado, um outdoor cai na sua cabeça e você fica achatado e nanico por uns 3 segundos. Pode chutar o saco do adversário que vai dar uns pulinhos pra trás (e em compensação você também pode tomar uma no saco, ficadica de tomar cuidado)

Era hilário

Os chefes de fase ficavam muito difíceis com o andar da carruagem e aparecia uns ninjas CHATOS que davam trabalho nas fases avançadas.

Ninja de vermelho. E tinha cachorros também.

Os motivos principais pelos quais consideros esse o maior Caça-Níqueis da história são:

  • Era uma máquina pouco disputada então tava sempre livre, então você podia arriscar jogar “uma ficha”.
  • Só que era difícil encaixar sequências por que o controle era engessado. E ver seu personagem apanhar até caído, te inspirava a jogar mais.
  • Os chefes e às vezes quando os inimigos chegavam em grupo, batiam mais que em cachorro de malandro, e como se pode apanhar caído, não tinha trégua mesmo.
  • Pra cada ficha você ganhava um tanto de energia QUE IA GASTANDO CONFORME O TEMPO. È como se você jogasse Street Fighter e a cada segundo você perdesse 1,65% da energia MESMO SE ESTIVESSE PARADO E NÃO FOSSE ACERTADO! Isso mesmo, cada segundo é um passo em direção à morte, seja você fazendo algo ou não.

Mas tirando isso o jogo era divertido. Rolava umas perversões que só depois de velhos percebemos

Como um pôster de bunda no metrô...

E uma mulher... da vida... que se você chegasse perto o personagem ia olhar e o cafetão te batia com uma portada.

E nessa fase você começa a usar armas! Basta tomar do encapotado

Outra coisa é que se você bate em alguém com os tacos joga o inimigo pra parede do fundo. Acontece com você a mesma coisa ou quando os personagens grandões te batem.

Conforme você ia enfrentando mais e mais chefes (e duvido que alguém que não fosse sócio do flipper chegou tão longe) você enfrentava o chefe. Ele saída de uma limusine e não era fácil.

Após ganhar dele, aparecia o VERDADEIRO chefe, um gordo de terno que não valia nada. Ele jogava a chave da prisão (já conto) e quando você ia pegar, ele te metralhava.

Pra terminar o jogo, você tinha que derrubá-lo no chão e espacá-lo. Sério. Tenho a imagem mas o site não me deixa fazer upload.

Era bem violentinho ehehhe.

Sobre a história, bem… mulheres desaparecem da cidade e é seu dever ir atrás delas. No final?

Achou que zerou? Não! Tem um round extra com TODOS os chefes te enfrentando ao mesmo tempo E os inimigos comuns mais chatos no meio (o ninja por exemplo). Acabou com todos? Só daí você zerou de verdade e… voltou pra primeira fase.

È um jogo pra poucos, é verdade. Mas a continuação é o que meu irmão considerou “O melhor jogo de todos os tempos”. Vendetta. Basicamente tudo foi copiado pro Vendetta e os controles foram grandíssimamente melhorados. Cachorros, loucos com motossersa… bater quando caído. Mas claro, Vendetta melhorou gráficos, personagens e tudo mais.

Coisa que o Criança Perpétua finge que descobre pra você:

O chefe do estágio 2 é uma paródia do Jason Voorhees dos filmes Sexta-Feira 13.
O chefe do estágio 4, é mais ou menos uma homenagem ao Leatherface do “Massacre da Serra Elétrica“.
O chefe do estágio 5, é uma paródia do Freddy Krueger do “A hora do Pesadelo

A pose da morte do chefe do estágio 7 parece ser inspirada pelo pôster do filme Platoon.

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