Space Ghost – Minisérie em Quadrinhos de 2005 – Resenha

Como eu disse em um post anterior lembrei da Mini-série “atualizada” que o grupo Alex Ross / Ariel Olivetti / Joey Cavalieri / Joe Kelly / Richard Starkings fez em 2005 e publicada pela DC. Reli para dar aquela resenhada básica.

Pra começar é uma visão muito mais adulta do Space Ghost. Tem mortes e ele é motivado por vingança. Aparece a raça do Zorak e os gêmeos Jace e Jan, numa maneira como uma prequel do desenho. Mas lembra como o desenho era violento? Essa revista é bem mais do que o desenho.

Bem o desenhista (creio ser o Ariel Olivetti) consegue criar um clima meio oitentista que é impressionante. O capista Alex Ross mesmo sempre foi impressionante, mas o truque da capa é velho: capa boa e revista ruim dentro. Nesse caso não foi ruim per se, mas diferente.

Capa da Edição 6

Arte interna da primeira edição

Bem, mas vamos à história.

Thadeus Bach é, se bobear, o policial mais justo recém formado da academia de seu planeta. Seu mentor Temple acha que ele é um ótimo policial mas que precisa não ter sentimentos para ser o melhor. Temple alista Bach na Wraith (a Aparição) área da polícia que é algo de fazer inveja ao FBI. Segundo Temple  “Um soldado do Wraith é aquele que surge do nada e mergulha nas sombras pra matar a escuridão enquanto ela dorme… pra desaparecer novamente”. Quando Bach percebe que Temple não cumpre a lei (age mais como executor) resolve sair do grupo, só pra ter a esposa e seu filho, ainda não nascidos, torturados e mortos pelo esquadrão Wraith.

Temple tenta matar Bach em um planeta abandonado, mas este acaba sobrevivendo com a ajuda do último sobrevivente do planeta. Esse sobrevivente era o mestre armeiro de lá e devido a suas invenções sua raça se destruiu, salvo por “um covarde que se escondeu” (ele). E só precisou de 5 bombas. Agora, com a tecnologia deste inventor, Bach resolve ir atrás de vingança contra o esquadrão de Temple. É quando ele  vai a um planeta dominado por Temple que acaba sendo invadidos pelos insetos (a raça do Zorak) que todos acreditavam ser lenda. A raça devora os fracos e usa seus corpos como incubadora para os filhotes. Pois bem, neste planeta é onde Bach e Temple se enfrentam e de onde surgira o herói.

Acho que se eu contar mais, estraga a surpresa.

Sobre a mini, bem… Uma das coisas que me deixou meio assim, é que fizeram um esforço tremendo para mostrar o rosto por baixo do capuz de Space Ghost, coisa que praticamente não aconteceu nos desenhos. Pra você ter uma idéia, existem só esboços de como é o rosto de Space Ghost. Sério.

Tipo isso é tudo que foi mostrado do verdadeiro rosto

Uma coisa legal é mostrar a mudança de máquina sanguinária para um verdadeiro herói no cara, e como ele é separado do sistema. Os desenhos são impressionantes e competem com o capista. Infelizmente é uma mini bem curta (6 edições) e no final parece que eles estão correndo pra terminar.

A alusão a temas antigos, como Zorak e os gêmeos são divertidas, e até como ele conseguiu o nome Space Ghost. Fiquei triste por não mostrar muito dos equipamentos legais, apesar das naves aparecerem e terem relativo destaque. Quem sabe é por que era uma história de origem, não de poderes… mesmo assim. Quem sabe um esquema da nave, dos poderes do uniforme… sei lá.

Não acho um trabalho essencial, mas vale e muito poder ler essa história. Se tiver oportunidade leia, é uma leitura rápida, divertida e história fechada. Quantas história atuais você pode achar que são assim? Nota 8.

Anúncios