Ártico – 3o. Episódio Human Planet – Review

Ok, uma semana depois outro episódio de Human Planet.

Esse imaginei que seria o mais chato. O assunto? O Àrtico.

Eu vi muitos episódios de outra série que amo, chamado Man x Wild (À Prova de Tudo no Brasil) e os episódios do frio sempre me davam aquela sensação ruim. Imaginei que seria igual. Não foi.

Não sei se a série está melhorando ou eu mudando, mas esse episódio me colou na cadeira. E tanto frio, me deu frio (apesar do ventiladorzinho fraco e clima quente do Brasil).

Bem, vamos a série. Mesmo esquema, imagens lindas, info local e etc em 48 minutos e 10 de “por trás das câmeras”.

No episódio:

Inuits (eles dominaram esse HP) do sul da Groelãndia, vão atrás de comida para seus cães para poderem caçar em maiores distâncias. Levam até uma casa portátil em trenós! A caça? Tubarões da Groenlândia embaixo do gelo. Segundo o narrador duas polegadas de gelo (5 centímetros) dá pra suportar uma pessoa. O gelo que os Inuits cortam tem 1 metro. Suportaria um avião jumbo. E jogam linhas de 800 ou mais metros para TENTAR pescar um tubarão. O resultado é incrível. Velho, a PESCA é incrível. È tocante a simbiose dos cães com os humanos.

No Àrtico Canadense, Inuits saem com seus snowmobiles para catar mexilhões embaixo do gelo, em marés baixas de meia hora. O tanto que a água baixa? 12 metros. O inuits demonstram também a arte que segundo eles é a mais necessária: A de fazer um um iglu! Muito foda. E catar mexilhões? É embaixo do gelo, onde a volta da maré pode mover, prender e facilmente matar os catadores. Eles saindo debaixo, dá pra ver o gelo mexendo ao lado. A cena da maré baixando é IMPRESSIONANTE. Eu me peguei altas vezes falando “CARAAAAAAI!!!” durante esse episódio.

Caçadores do Àrtico, do norte da Groenlândia, atravessam blocos de neve flutuantes nos períodos mais quentes com seus trenós atrás das baleias Narval, criaturas míticas que são fonte única de vitamina C. Como não faz noite e os Narvais são difíceis de conseguir caçar, sempre que eles dorme no claro, um deve ficar alerta. Pelas baleias e pelo gelo abaixo deles. Fiquei pensando como os pássaros diferenciam noite e dia por lá. Mas chegam os Narvais, criaturas extremamente tímidas e desconfiadas. A caça é, primeiramente, de espera e paciência. A única maneira que podem caçar as baleias são com métodos manuais tradicionais, então é homem versus baleia em águas que podem matar rapidamente. Muito legal (apesar da parte da baleia, sei lá). Uma cena em especial, com os narvais indo por canais no gelo, é belíssima.

Quando o gelo derrete, os nativos do Siorapaluk (norte da Groelândia) precisam arranjar alimentos para quando o frio chegar. A maneira? Pescar do céu pássaros auks que estão migrando. Pode pegar em dias bons 500 pássaros, que serão guardados para fazer o prato tradicional e favorito dos Inuits: Kiviak. Guardam muitos (uns 500) passaros dentro de uma pele de foca, tiram o ar, selam com gordura, colocam pedras em cima e guardam uns 3 meses. O chão frio é um tipo de refrigerador. Mais sobre isso depois.

Em setembro, no norte da Noruega, uma garota tem que fazer a migração das renas da família, já que a comida do lugar onde estão acaba no período. A migração só precisa passar o estreito de Arnoy  com água a poucos graus acima do congelamento. Dividem o grupo em grupos menores e acompanha-os pela travessia. O problema? Se um der a volta, todo o grupo pode voltar, morrendo de exaustão, afinal 2 quilômetros e meio são uma tarefa difícil mesmo pra renas adultas. E as renas mais novas precisam atravessar também.

Voltamos aos Siorapaluk, ver eles comerem seu milenar prato: pássaros com gosto de queijo gorgonzola. Deve-se comer tudo, já que a comida é escassa. Mas é tão tradicional que é servido em casamentos e aniversários. Um bom Kiviak deve “ferroar o nariz” segundo o narrador. E é de bom tom comer em espaços abertos (por causa do cheiro)… ECO.

Em outubro chega o inverno e em Churchil, perto de Manitoba, no Canadá humanos ficam à mercê da migração dos ursos polares. È mostrada a rotina de um canadense que participa da “Patrulha do urso” que tenta manter ursos fora da cidade. Mas adivinha que costume ocorre nesse período? O Halloween. Isso mesmo, eles saem pra pedir doces no ALTO do inverno, no ALTO da temporada de ursos… e na mesma noite (ocorre de 2 em duas semanas) tem um bingo cujo prêmio é FILÈ CANADENSE DE PRIMEIRA. Meu, prêmio joinha pra eles! A descrição do “guarda de ursos” é assustadora. O urso polar é apelidado as vezes de fantasma pela capacidade dele aparecer e sumir. Sendo um predador puro, tudo que ele puder matar, ele come. As cenas de crianças e da senhora caminhando, assusta. Um urso polar é pego e levado a um lugar distante, eles o sedam apenas o bastante para a viagem, já que se deixá-lo desacordado, outro urso pode devorá-lo (foda). O guarda tirando a rede do urso polar grogue foi algo que me deu muita inveja. Uma fera daquelas, sendo lidada como um travesseirão foi massa.

É mostrado o novembro na groelândia, onde o sol se põe e só volta em janeiro. Mas tudo se faz no escuro. Em 13 de janeiro o sol volta e a galera se reúne (até tem coral cantando) para celebrar o primeiro nascer do sol do ano. Muito legal (até tem a legenda da música do coral).

O “Por trás das câmeras” fala sobre a caça dos Narvais. Era uma equipe enorme, guiada pelos caçadores. Eles saem e precisam esperar as baleias, sendo que precisam cuidar para não ficarem presos em icebergs. Três incidentes: Uma volta que se tornou essencial já que acabariam ilhados (a cena do cinegrafista mostrando as ondas sob o gelo foi foda). A outra, eles ficaram 3 semanas esperando a volta das baleias, inutilmente. Quando de repente o gelo começa a quebrar e até os Inuits fazem tudo na pressa (eles são normalmente calmos). O grupo é ilhado e precisa rapidamente sair antes que onde estão vá para mar aberto. São levadas as pessoas e coisas e por fim os cães… Os cães morrem de medo de água ehehe. E ao desistir e voltar para a casa dos caçadores, um guia acaba colocando os trenós em perigo, por não calcular se passava e cães caem na água e quase o trenó. Mas rapidamente conseguem corrigir tudo e os seguintes desviam. A filmagem só ocorreria muito tempo depois.

Minhas partes favoritas do episódio foram:

  • As cenas com os trenós, onde um cachorro correndo pega um pouco de gelo para “comer” foi linda (tem vários que fazem isso).
  • A mudança da maré mostrada em tempo rápido, nos catadores de mariscos.
  • A idade da garota das renas  (20 anos)
  • A pronuncia canadense do guarda de ursos (abooout) hehehe
  • O discurso do narrador no final “As pessoas daqui são sobreviventes desde que nascem”.

E até no “por trás das câmeras”:

  • Onde eles narram a espera pelas baleias , como é chato e o que faziam no período.
  • O movimento da maré, mostrado pelo gelo.
  • E no momento em que um Inuit percebe que tão ilhados e vê um cara filmando mandando no bom inglês “Please stop this!” com uma cara de puto.

Curti esse por trás das câmeras por mostrar o quão dependentes é a equipe, o lance de “branco civilizado” vai pro saco quando eles dependem a vida deles dos “não civilizados”.

Bato palma pra esse episódio.

Próximos:

  • Episódio 4 – 03 Fevereiro de 2011: Florestas.
  • Episódio 5 – 10 Fevereiro de 2011: Montanhas.
  • Episódio 6 – 17 Fevereiro de 2011: Grasslands (creio ser Cerrado).
  • Episódio 7 – 24 Fevereiro de 2011: Rios.
  • Episódio 8 – 03 Março de 2011: Cidades.

Leia o próximo.

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