Double Dragon – Máquinas Caça-Níquel – Review

No capítulo anterior, falei sobre o Tartarugas Ninja… Agora é a hora do Dragão!

Olha, eu já joguei jogos difíceis. Cheguei na segunda fase de De volta para o Futuro 3 do Mega Drive. Zerei Rolo to the Rescue na maneira incompleta e na completa. Joguei Shadow Of the Beast. Quase joguei Sword of Sodan. E posso dizer que nunca joguei jogo tão difícil quanto o Double Dragon original. Tà bom, tem um pior, mas é a continuação desse jogo e eu não vi nunca no arcade.

O Double Dragon era um jogo fruto de outra época. Època de Dirty harry, Remo – Desarmado e Perigoso – E todos os filmes Ninja (como o clássico Ninja 3 – A Dominação ou American Ninja). Todo mundo esperava pelo próximo Rocky, ou treinava Karatê por causa do Karatê Kid. Deve ter existido outros jogos de luta “dois contra todos” com certeza. Mas nenhum te permitia andar pra cima e pra baixo, usar armas, dar porradas, chutes e a clássica joelhada jogando por cima do corpo depois (um clássico imitado por toda criança dos anos 80, mas sem força pra finalizar). E nem devia ser tão acessível. Nessa época você ainda via pinballs e se bobear jogos de coelhinhos ou palhaços pulando. Double Dragon não.

Jogo Macho!

Começava com uma mulher (nunca entendi namorada de qual dos dois, então pra mim eles viviam em pecado de bigamia, como a galera do Armação Ilimitada) tomando um socão no estombo, e sendo levada por uma galerinha sinistra do mal.

Pra uma garota, ela sabia levar um soco.

Era quando… Azul e vermelho iam atrás na namorada de um deles… ou dos dois… pô, não pensa demais. Você tinha 3 botões: Soco, Pulo e Chute. Dava pra combar eles, com voadoras ou cotoveladas.

E inimigos te rufavam.

A quantidade de inimigos não era absurda… Só o bastante pra você não poder fazer nada. E isso duplicava quando você jogava de dois. Fora que era um daqueles jogos que um jogador podia bater no outro (e não só nos inimigos). Dureza.

Mas tinham coisas legais como…

A joelhada! Esse é o movimento que TODO mundo pensa quando lembra de Double Dragon.

Mas a imagem que você mais iria ver, independente de tudo era essa aqui.

Seu personagem caído, depois de tomar um soco e dar um pulinho tosco. Só caía de frente pra morrer.

Era muito normal ficar 3 inimigos na tela. Seu ataque era limitado e seu personagem meio lento. Parecia que todos os outros personagens eram um pouco mais rápidos. Até os monstrões.

Tipo o Abobo. Aliás, é o Abobo? Parece o B.A.

Mas se você parar pra pensar, os inimigos realmente tinham algum poder. Esse cara mesmo atravessou a parede na base da porrada. Se eu tivesse numa missão e falassem “Agora você vai ter que enfrentar esse cara que rebenta muros, pra dividir a namorada com seu irmão” eu ia tocar o foda-se. Existem mais mulheres no mundo.

Palhaçadas à parte, era um bom jogo. Mas principalmente por que era um jogo único. O padrão eram bichinhos bonitinhos ou naves… ou pinballs. Todo guri que era alguém tinha que jogar Double Dragon. Mas é um jogo difícil. Eu com 30 anos na cara fui jogar outro dia e me vi constantemente tendo que colocar fichas.

Também foi um dos primeiros jogos com armas e visual meio cartoon (tinha uns Vigilante, ou coisa assim da vida que eram perfis de quadradinhos… nem joguei). E como era uma máquina popular, não estranhe achar uma máquina da Taito ainda funcionando, pra tristeza da molecada atual.

Foi bem durante a primeira febre dos fliperamas, essa que deu origem à máquinas como Cadillacs e Dinousaurs, Altered Beast, Golden Axe e Shinobi, fora os futurísticos FInal Fight e seu irmão louco, Fatal Fury.

Na verdade em muitos lugares, essa foi a máquina que deu origem à febre.

Não consigo olhar pra ela e a culpar. Mas se eu estivesse jogando sim! Era uma boa opção de jogo (pra quem só tinha atari) e você podia jogar de dois. O grande pecado dela é a dificuldade mesmo. Juro que nunca tinha visto alguém passar da esteira, creio eu, na primeira fase.

Continua aqui, com Ghost’n Goblins!

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