Locke & Key – HQ Review

Locke & Key é uma minisérie publicada pela IDW, escrita por Joe Hill, e ilustrada por Gabriel Rodriguez (não achei link dele na net).

A idéia é que após o assassinato do pai em circunstâncias complicadas, a mulher e os 3 filhos (Um mais velho, uma garota e um menino novo) mudam-se para casa onde o pai foi criado.

A casa, bem misteriosa também, abriga uma criatura que foi a responsável por um amigo do filho mais velho assassinar o pai deles. Essa criatura foi presa pelo pai na casa e tem motivos escusos a torto e à direita.

A casa tem portas e chaves que fazem coisas mágicas. No primeiro arco encontram a porta que separa o corpo da alma, descoberta pelo filho mais novo. Conforme vamos lendo, descobrimos mais e mais sobre a casa e que tem milhares de chaves e portas pra milhares de coisas, como para ficar gigante, para controlar as sombras, abrir a mente, triplicar a força…

A revista é sem dúvida adulta pela quantidade de sangue, violência e temas e parece que tudo remete ao passado do pai da familia e sua estada na cidade. Aparentemente o pai prendeu um amigo/ser muito poderoso, mas adultos não conseguem entender as chaves, então ao envelhecer eles esquecem… e ao ver as mudanças acontecendo, não acreditam, apesar de sofrerem os efeitos.

Comecei a ler essa história por que o omelete disse que viraria um filme e me deu um resumo, que me interessou. Consegui as 6 edições e fui lendo e rapidamente fiquei bravo com a revista.

O passo era bem lento e pelo jeito em 6 edições não aconteceria nada. Quando terminei de ler, a iluminação. Era um arco de histórias. Cada arco tem 6 edições e já está no 4 arco, nessa ordem:

  • Welcome to Lovecraft (Bem vindo à Lovecraft – Cidade onde passa a história, cujo nome sem dúvida é uma homenagem ao mestre do horror, H.P. Lovecraft)
  • Head Games (Jogos Mentais)
  • Crown of Shadows (Coroa das Sombras)
  • Keys to the Kingdom (Chaves para o Reino)

Fiquei mais feliz por que tinha mais material para ler. A segunda mini foi mais reveladora, e a trama se complicou.

A terceira foi boa, com a introdução de mais vários personagens.

A quarta… bem, o roteirista parece ter perdido um pouco a mão. Tudo foi muito corrido, antes as chaves que apareciam esparsamente (duas no primeiro arco) em UMA revista aparecem aos montes. Tudo bem que era “um mês na vida” dos persongens principais, mas acontece tanta coisa que pensamos se o próprio autor não quer terminar logo. Outra que as chaves misteriosas e poderosas, viraram coisas idiotas como uma porta que é um colar que dá força…

O vilão/vilã da série é tão misterioso, tão misterioso que você passa metade das revistas imaginando o que ele quer, quem ele é… e chega uma hora que cansa. O ponto alto são os usos das chaves, como a chave que abre a mente das pessoas e você pode tirar e colocar coisas:

O mais novo (Bode) descobriu

E o vilão/vilã da série usa pra tudo

Não posso negar é é viciante. Os três primeiros arcos são coisas especiais. O quarto tem uma edição com a interação de um garoto misterioso e um fantasma do segundo arco que você fica curioso, mas a história de um mês todo em uma revista foi muita informação pra pouco desenvolvimento.

Não sei até onde vai durar, mas espero que termine em até mais 3 arcos, ou pelo menos os personagens (principalmente os 3 filhos que vão ficando piores cada vez que usam as chaves, menos o mais novo) melhorem e o vilão/vilã tenha mais dos motivos ou origem explicados. Pelo menos a próxima edição parece iniciar dúvidas ao filho mais velho, quanto ao novo amigo (que é o vilão). Ufa.

Nessa edição

O desenhista (que não achei info na net) manda muito bem, mas não é o que eu gostaria que desenhasse meus heróis favoritos todo mês. O estilo dele cai muito bem pra essa revista.

Em uma eles prestam homenagem a uns dos meus personagens favoritos: Calvin & Haroldo.

Não só no desenho, como no texto e histórias (Apesar da violência)

Digo que é uma série muito boa, até agora nota 8 no geral, e que se você tiver oportunidade de ler, leia.

São muitos os mistérias e muita coisa as se ver/ler.

Coisa que só o Criança Perpétua te ensina:

O autor (Joe Hill) é filho de ninguém menos que Stephen King, grande escritor e autor de clássicos que foram transportado para o cinema como O Iluminado, Conta Comigo, Cemitério Maldito, Um Sonho de Liberdade e À Espera de Um Milagre.

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