Kelly’s Heroes “Os Guerreiros Pilantras” – Filme Review

Grande Capa

Filme de 1970 que é mais fáicl achar trailer que os dos trapalhões de 80.

Vi esse filme por culpa do Melhores do Mundo. Eles montaram um elenco atualizado para o filme, que juraram ser bom.

Como fiquei fã do Clint Eastwood das antigas a uns 3 anos, resolvi dar a chance ao filme. Daí vi que tem o Terry Savalas (o Eterno Kojak) que lembro ter mandado MUITO bem em outro filme que vi e o Donald Sutherland, que também tem uma lista de filmes fodas. Fora que vários outros atores “Aquele cara” fizeram o filme (Atores “aquele cara” não os que fazem vários filmes bons, mas os personagens não são destaque a ponto de você decorar o nome do personagem ou do ator, mas os atores tão em todas).

Como um amigo falou “Filme do Eastwood não tem muito como errar”, resolvi ver. Um dos grande problemas foi que eu vi picado. Começei a ver antes do natal e terminei ontem.

O que posso falar do filme é que eu esperava mais. Curti uns filmes de fuga e guerra (A Grande fuga – The Great Escape e Os doze condenados – Dirty Dozen, respectivamente me vêm a mente). Acho que esperava mais Dirty Dozen, que é demais.

Kelly é um cara do exército que descobre que os nazistas esconderam ouro em um banco próximo, mas ainda dentro das linhas nazistas e convence um batalhão – de Big Joe (Savalas) que ficaria estacionado num local (enquanto o chefe deles ia para a praia) a acompanhá-lo. Como precisaria de suprimentos, ele faz um acordo  com o “arranjador” do local (Crapgame) e também suporte na forma de 3 tanques do batalhão do (louco Oddball) interpretado por Sutherland.

No caminho à cidade eles têm perdas de material, pessoal e os tanques precisam de pontes, que o louco consegue oferecendo ouro ao setor de engenharia do exército, efetivamente fazendo que a recompensa tenha que ser dividida entre muito mais pessoas.

Ao chegar à cidade, Kelly organiza o ataque, mas está sem dois dos 3 tanques E os tanques nazistas são muito superiores.

O ataque é organizado para que o tanque acabe com os tanques e tudo dá certo, menos que um tanque nazista sobrevive e o tanque americano é perdido. Essa sequência do ataque é linda.

Entre o ouro e o banco fica o tanque nazista estacionado. E um general americano, errôneamente pensando que as tropas atacaram por serem heróicas, está chegando, junto com o setor de engenharia…

Spoilers (Clique e arraste para ver)

3 dos personagens (Clint, Savalas e Sutherland) vão andando até o tanque para conversar, e convencem o oficial que está lá dentro a desistir da defesa do lugar, para pegar uma parte do ouro. Rapidamente a cidade fia em festa, pois está “livre” dos nazistas, e a tropa de Kelly e os oficiais nazistas do tanque retiram suas respectivas partes do ouro e vão embora, supostamente para Suiça. Ao chegar na cidade, o General é recebido como herói (ignorante quanto ao ouro) e o chefe da engenharia percebeu que foi passado pra trás.

/Spoilers

É interessante ver a “versão dos soldados” da guerra, que morrem para os outros e veem os oficiais ganharem a glória. E a luta deles por ganhar um pra eles. A despedida entre o oficial nazista e Kelly eu senti muito estranha. O fato dele trocar a saudação nazista me deixou desconfiado, mas assim como Kelly, ele era um soldado mandado que queria sobreviver, não tinha ideologia.

Um dos pontos que realmente me deixou de saco cheio foi a música tema, Burning Bridges, que é uma música alegre pra caraio, bem cara dos anos 70 que acho não combinar com o filme…

Também estranhei por que no meio do filme aparentemente existe uma homenagem aos faroestes, com o que parece ser uma adaptação dos temas de Ennio Morricone, mas MUITO MUITO Chato e ruim. Tudo bem homenagear, mas mataram várias músicas ali.

A esperteza e tristeza dos soldados eu achei muito bem representada e interpretada. Kojak durão de coração mole, Crapgame sempre pensando em lucrar, Oddball MUITO louco… O final que eu esperava ser diferente, não foi. Foi até bom isso.

Gostei do filme, mas não é assim um Doze Condenados. Indico pra ver numa tarde chuva por que filmes do Clint Eastwood sempre ajudam.

* Coisa que só o Clarim Diário te informa (sempre fazia isso nos meus antigos reviews):

Durante as filmagens deste filme que John Landis criou o primeiro roteiro do filme que se tornaria “Um Lobisomem Americano em Londres”. Ele trabalhava de produtor assistente e apareceu no filme, vestido de freira.

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