Viagem pra Europa 2010 – Malmö

E no capítulo anterior…

Posso dizer que essa parte foi a mais corrida e menos marcante, porque passamos correndo mesmo.

Detalhe, como eu tinha comprado um chapéu em Londres e não tinha espaço na mochila, todas as viagens que fiz posteriormente foram de Cartola.

O exemplo da classe brasileira... Mas a foto já era em Guarulhos

Aconteceu que as passagens para Copenhagen na Dinamarca eram mais baratas, mas eu queria conhecer a Suécia, sendo que Malmö era logo ali, depois da ponte. O que eu planejei foi o seguinte: Chegar em Copenhagen e ir pra Malmö. Passar o resto do dia lá e no dia seguinte pelas 18hs ir para Copenhagen de volta. O mesmo sistema em Copenhagen: passar o resto do dia lá e no dia seguinte ir embora para Munique (pelas 18PM, uma viagem de 14 horas via trem para Munique).

Chegamos em Copenhagen e eu já tinha as passagens compradas da estação central trens de lá para a estação central de Malmo. O problema óbvio que descobri assim que entrei no trem: poderia ir direto da estação para Suécia, por que é mais próximo.

Uma das coisas que eu lembro bem dessa pernada é que eu ajudei tipo, bilhões de pessoas. No trem ajudamos umas 3 pessoas diferentes (em dias diferentes) como uma velhinha que não conseguia colocar a mochila (mas estava com altas malas)… ou a oriental do leste europeu com criança e toneladas de coisas que recusou ajuda, pra ver que não conseguiria descer do trem com ela e o bebê. Mas bem, chegamos na estação central e ficamos maravilhados com os preços. Trocamos um pouco de grana (Existem Coroas Dinamarquesas e Coroas Suecas) e vimos que “nada estava caro”. Me bateu uma dúvida sobre onde pegar nossos bilhetes e eu fui no, se bobear, o pior balcão de informação que tive que usar. A mulher dava respostas monosilábicas e quando falava eu não entendia. Pois do que consegui entender, peguei que o voucher que eu imprimi não serviria para pegar o trem. Eu precisava imprimir os bilhetes. Lá fui eu batalhar com uma máquina meia hora. Depois que desisti vi logo atrás de mim a máquina da mesma empresa que comprei o bilhete online. Imprimi os bilhetes e saí, só vendo que só foram impressos os bilhetes DE VOLTA. Tentei de todas as maneiras re-imprimir os da ida e negarete. Nada. Nothing. Kaine. Zirpadônio.

Lá fui eu no *%@#$* balcão de informação e resumindo tudo: a mulher não ajudou em nada. Apertei o foda-se e fui pra plataforma (sempre passando por dinamarquesas gatas que parecem que curtiam demais coisas semi góticas). Ao conversar com um funcionário ele garantiu que não havia problema. O problema é que ele era de outra empresa.

Entramos no trem, sentamos e fomos curtir a viagem. Foram coisa de 20 kilômetros pela maior ponte do mundo. Muito bonito o lugar, nem o fato de ter que contar a história de “só imprimiu a segunda pernada, tá aqui meu comprovante, veja os números no bilhete” umas 10 vezes pra bilheteira estragou.

Chegamos em Malmö. Uma coisa que posso dizer de coração é que as mulheres européias são bonitas. As dinamarquesas gatas. Mas as suecas são lindas! Vi uma que era basicamente uma modelo parada na estação comendo cachorro quente… sim, modelos andando por aí na rua. O ruim é que elas não tem o balanço da brasileira, sei lá. Andam com cú trancado. E o engraçado é que elas são super bronzeadas. Pelo que senti, não se pega a cor pelo sol de lá, se pega em academias que ocupam quadras inteiras… onde os locais passam o dia todo. Muito estranho.

UM VENTO FRIO DO CARAHO soprava na estação. Peguei informações sobre ônibus, direções e comprei os bilhetes. No ônibus a motorista mais “tia maquiada” da história… Descemos no ponto indicado e demos umas voltas pra achar o hostel. Nisso, meu amigo adoentou ainda mais, sendo que meus remédios de gripe não ajudaram em nada. Encontramos o albergue STF Vandrarhem e passei a maior vergonha de toda a viagem. A porta tinha um daqueles teclados de números, textos em inglês e eu fiquei meia hora pra entender/achar a senha. Como não encontrei resolvi apertar os botões e uma voz feminina respondeu algo. Não abriu, tentei falar com a moça novamente e a resposta veio clara: empurre. Sim, fiquei quase meia hora no vento da Suécia, para simplesmente ganhar um troféu de burro. Descontem por que eu não tinha praticamente dormido. O único que pode me culpar é meu amigo Wilsão, por que eu não tinha bebido ainda heaheh.

Entramos, fizemos o check-in, engatei numa conversa super com a porteira super simpática sobre quão burro eu era e ela me garantiu que é um erro comum. Comprei 2 cafés da manhã pro outro dia, fiz um reconhecimento básico do lugar, era um hotel, não hostel. E grande pra xuxu. Wilson resolveu ficar no hostel e eu fui bater perna, principalmente pra encontrar um lugar pra comprar chip de celular, comida e remédios.

Outra coisa, estávamos com a roupa toda zuada por que meu irmão se recusou a lavar na casa dele. Precisávamos de uma lavanderia.

Andei bastante, achei um bom mercado, comi num BK (euro menu), me diverti tentando comprar um remédio para meu amigo, achei e usei uma lan house por 1 hora e voltei ao hostel.  Meu amigo dormiu o tempo todo (umas 3 horas). Descobrimos que no quarto tinha um skatista e mais muita gente que só dormia e sumia durante o dia. Muito justo. Fomos montar nosso rango na cozinha e encontramos uns 30 japoneses. Acho que o hotel tinha virado Nihon e eles mandavam muito bem no preparo da janta. Já nós comemos sandubas e fomos dormir, o outro dia seria cheio. E depois fomos embora esquecendo altas comidas lá.

No outro dia acordamos pra um quarto cheio pra caraio, nos aprontamos e fomos pro café da manhã. Como nos é peculiar encontramos o louco lá. Na verdade tinha outro cara, morou um tempo em Malmö mas passou boa parte da vida na Inglaterra, que ficamos conversando. Creio até que esse estava no nosso quarto, mas só interagimos mesmo na mesa do café. Mas amigo do Brit era um árabe/turco que falava PRA-CARAIO. Ele queria tomar o café de graça e tava causando o maior rebuliço. Pra piorar ele não falava quase nada no inglês, então a comunicação era foda. E o pior, ele foi com a nossa cara: Dois brasileiros e um “britânico”. Ele falava e ria e comia e o canto da boca espumava. Sabe aquela gente que começa a falar e conforme vai, fica com babinha no canto da boca? Esse era assim. E além de não bater bem, não tinha 3 dedos de uma mão. Lembrei que dedos cortados do povo árabé é ladrão… Continuando, ele falava pra caraio, queríamos ir embora o quanto antes por que tava foda de aguentar. E ele indicava lugares, contava coisas da vida, perguntava onde íamos, sobre mulheres brasileiras. Nosso café que seria uma hora de sossego foi 45 minutos de conversar com o louco.

Antes que ficasse assim, vazamos...

Comemos rápido, e fomos guardar as malas no hostel pra desocupar o quarto e ficarmos livres. Foi quando ajudei umas (gracinhas de) japas a descer malas por escadas espirais. Até arrisquei meu enferrujado japonês e ver aqueles olhos puxados brilharem quando eu mandava um “sugoi!!!” “doo itashimashitê” já pagaram meu serviço. Até comprimeitei e fui comprimentado tipicamente hehehe.

Guardamos as malas no (agora japonesamente) lotado quarto de bagagens e fomos bater perna, com roupas para mandar lavar. Meu irmão falou que lá os morangos são bons pra comer na hora, bem doces, então precisei comprar uma bandeja pra testar. É verdade.

Mas as esculturas, sei lá

Andamos como condenados, deixamos as roupas na lavanderia… Eu queria experimentar hamburguer de alce, mas ainda estava fechado (e uns brasileiros gente boa trampam lá). Voltaríamos depois mas procurávamos a coias que mais compramos de lembramça da viagem: chaveiros. Eram as coisas mais baratas e acessíveis. Começamos a fazer os cálculos, e vimos que nessa região tudo é caro! Muito!

PRINCIPALMENTE AQUI!!!! CARÌSSIMO!!!

Fomos atrás do tal “Turning Torso” um prédio com design como se estivesse girando. Como se tornou conhecimento público, eu não estava bêbado então andamos muito, mas muito mesmo pra achar o lugar. Depois de passar no World Trade Center e num supermercado mutcholoco, chegamos.

É, passamos no passado de NY antes de achar o Torso

Muito legal, tiramos fotos e vazarmos. Eu queria achar um parque que é no meio da cidade que tem o túmulo de Hans Christian Andersen (que acabo de descobrir ser na Dinamarca HAHAHAH), pois andamos nesse parque DUCA com cemitério no meio de Malmo, um bruta rio e gente pescando. Ajudamos uma velha com carrinho de bebê atravessar uma ponte (pontos de karma) e TODA HORA A DROGA DO  TURNING TORSO APARECIA!!!

Na esquerda, o Torso nos olhando

Mas o parque era mto foda mesmo, salas de aulas andando, pássaros malucos… esquilos… coelhos

Li que lá é mto comum isso: mais tempo fora da sala que dentro

Frikin bunny no parque

Sol, lago, moinho… Andamos até cansar quando eu vi o que parecia ser um museu em um castelo medieval. Po! Em Londres os museus são de graça, então se fosse barato a gente ia. Depois de andar muito, descobrimos ser uns 60 euros por cabeça. Tiramos fotos de fora e do estacionamento hehehe. E pra piorar o caminho louco que fiz para o Torso era por ali, só que dividido pelo rio. Era hora de ir ao Moose Burger. Falamos com os brazucas gente boa e comemos sandubas (Caros).

Cervessa, Alce... adeus grana

O hamburguer de  alce é o sanduba mais sem graça que eu já comi. Mas lá existiam dois, o de alce na carne e outro com alce no nome. O com nome de alce era mto bom, indico. Mas o preço… O “pior” é que meu amigo tava na medicação e não podia beber, afinal iríamos pra Innsbruck ver neve em uns 3 dias. Daí eu bebi ambas as cervejas em uns 5 minutos e na volta achei coisas que nem o povo de lá conhece, como o Cú de Malmo.

O cú de Malmo, foto que se tira bêbado é foda.

Já estavamos atrasados por que a lavanderia fechava as 18hs, nosso trem saia as 18:30 e tinhamos coisa de meia hora pra cobrir tudo. Resolvemos passar logo na lavanderia, depois albergue e estação. Nisso foi bem sossegado até. Eu bêbado acho qualquer lugar (precisam ver a história da segunda vez que fui na oktoberfest nesta viagem). Só que estávamos sem chaveiros legais. Eu ainda alto, peguei uma grana e corri umas 3 quadras faltando uns 3 minutos pro trem sair e comprei uns 4 chaveiros.

Voltamos pra Copenhagen no trem da ponte  Øresund , passagem impressa e tudo…

 

Veja como é lindjo

Continua em Copenhagen

Sobre a viagem pra europa

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