Tangled – Enrolados – Novo filme da Disney – Review

Bem, domingão e eu vendo desenho? Pois é, acontece meio muito (piada interna).

O que posso dizer sobre esse desenho? Primeiro, não é intragável como o “A princesa e o Sapo”. APESAR dos personagens terem essa mania de começar a cantar do meio do nada. No começo é bonitinho, mas cansa. Excluíndo daí a canção dos caras do Bar do Pato.

Claro que não podemos comparar com Up por exemplo, que é impressionante bom. Mas esperava menos deste filme.

Contém Spoilers:

Basicamente a história é sobre Rapunzel, a princesa sequestrada quando bebê por uma mulher, por que a circurstância do nascimento dela, envolveu o uso de uma flor mágica do sol que curava pessoas. Essa mulher usava a flor do sol para permanecer jovem (creio que ela é uma bruxa, mas sem poderes… ???) e tentou cortar o cabelo agora loiro da bebê Rapunzel para usar como a flor. No primeiro corte, a mexa do cabelo perde a mágica e fica moreno. No calor do momento a mulher rapta a bebê a prende numa torre alta, nunca deixando ela cortar o cabelo (que após vários anos tem vários metros). A maneira que ela usa para mandar a princesa raptada, que têm uma relação maternal com sua captora, é falando que o mundo lá fora é muito perigoso, afinal o cabelo mágico “que brilha quando cantam a canção especial” de Rapunzel a mantém jovem e as pessoas podem querer usar para o mal (como a “mãe” usa).

Interessante que Rapunzel tem que se manter ocupada, fazendo as mesmas coisas na torre. Pinta, lê 3 livros, penteia… Até que prestes ao aniversário dela, creio de 18, ela questiona o porque de todo ano na mesma data, surgirem luzes no céu na data do aniversário dela (são lanternas lançadas do castelo, uma maneira dos pais reais dela tentarem encontrá-la, segundo a história). A falsa mãe canta uma – provavelmente deliberadamente – canção que dá ódio, falando que ela sabe mais e que é melhor  encerrar o assunto. No dia seguinte entra na vida dela Flinn Ryder, um ladrão tentando se esconder pois tinha furtado a coroa que um dia pertenceria à Rapunzel. Assustada, ela o nocauteia com uma frigideira (que vira uma piada recorrente) e faz um trato com o ladrão: Ele a levaria para ver as luzes e ela devolveria a coroa roubada a ele. Isso por que numa tentativa de mostrar a “mãe” dela que ela não era fraca, a mãe admitiu que ela NUNCA sairia da torre.

Fora da torre, Rapunzel fica com crises de culpa e felicidade, que Ryder tenta usar para poder reaver a coroa, já que seus charmes não funcionam na cabeluda. Rapuzel continua e o ladrão a leva ao Bar do Pato, onde existe todo tipo de malfeitor que a falsa mãe de Rapunzel a aterrorizada com. Rapunzel vira a mesa, e temos uma canção que considerei a melhor do filme.

Ah, esqueci de comentar de Maximus, um cavalo do castelo que rouba a cena, e do Pascal, um amável camaleão companheiro de Rapunzel.  Cada momento deles ganha de praticamente todos dos humanos. Continuando, a dupla principal foge de guardas, a falsa mãe de Rapunzel descobre que ela fugiu tenta algumas vezes levá-la de volta e se alia a antigos companheiros de Ryder que agora querem vingança. Rapunzel e Ryder se conhecem melhor, vão ao castelo, convencem Maximus a ajudá-los por um dia, vão ver o lançamento das lanternas e se apaixonam. Daí tem a clássica virada, vilões quase ganham, Ryder preso e Rapunzel num flashback descobrindo que é a princesa.

Pare aqui se não quiser saber o fim do filme.

Os malfeitores do bar ajudam Ryder a fugir da morte (graça à Maximus) ele chega a tempo de salvar Rapunzel de ser levada, mas é atacado pela falsa mãe desta. Com Ryder morrendo, Rapunzel faz um trato com a “mãe” de salvá-lo usando o cabelo e ela nunca mais questionando a falsa mãe. Relutando em ser salvo, Ryder consegue cortar o cabelo de Rapunzel, praticamente matando a falsa mãe (bem, culpem Pascal) e deixando ela bem mais gata de cabelo curto e morena. Mas sem poderes, Ryder morre.

Rapuzel chora, Ryder revive, a família é reunída e o reino é feliz pra sempre. Bem. È isso.

Quando você vê o final percebe que é basicamente um filme de redenção do Ryder (por que ele é o narrador).

Tem uns pontos que me deixam mto… constrangido com o filme. Primeiro, como levam comida pra Rapunzel pela torre? Sei que é tb pegar mtos detalhes, mas eu queria saber. Outra coisa, acho que é uma paródia sobre perder a virgindade. Sério. Ah, é um filme em que a garota foi criada pela vilã, o que me deixa muito confuso… será que ela era uma boa mãe? Por que a garota  até que cresceu bem… ou Disney fala que as pessoas não são “criadas” e já nascem boas ou más? Tipo, uma pessoa boa criada por uma má, será boa e não má? E como ela conseguiu entrar no castelo pra roubar uma criança? Não é como se não tivessem guardas. Outra, nem mágica essa mulher era, era só uma psicótica! Imagiana “vou entrar na casa e pegar algo…. mudança de plano vou sequestrar uma criança”. A menos que a mulher fosse melhor que o Coringa do batman begins…

E essa mesma vilã enfia uma faca no mocinho. Quantos filmes atuais da casa do míckey vc pode dizer que tem isso? Se bem que é basicamente um filme de sequestro. Ah, quando ele corta o cabelo de repente da Rapunzel eu vi ali uma paródia sobre sexo, e cortar relações com a mãe. Outra coisa, a Rapunzel é muito adolescente deslumbrada atual, como se na torre dela tivesse TV passando “Patricinhas de Bevelly Hills” e internet. E ela lembrando tudo num flashback muito louco? Tosco. Tão quanto as lágrimas dela trazerem de volta da morte o mocinho. Ah, e uma morte bem clara na Disney, não via desde Rei Leão.

Mas chega de reclamar. È um filme médio pra bom da Disney (que posso falar, foi feito pra garotas afinal) bem superior ao Princesa e o Sapo, mas com músicas no meio. Não esperava muito, mas teve bons momentos. Eu aconselharia até a ver no cinema se não fosse o olho da cara.  Os coadjuvantes Pascal e Maximus roubam a cena, e a vilã é obviamente odiável. Fórmula padrão. Ah, e tem uma cena de salto com a Rapunzel, que é legal. Acho que com carteira estudante, veja no cinema.

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